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Resenha: No início não havia Bob

No Início Não Havia BobTítulo: No início não havia Bob
Autor(a): Meg Rosoff
Páginas: 240
Gênero: Jovem Adulto
Editora: Galera
Sinopse: E se Deus fosse um adolescente? Após ganhar a Terra num jogo de pôquer, a deusa Mona resolve delegar a seu filho, um insolente e mimado adolescente, o novo planeta. Bob, preguiçoso demais para gastar muito tempo com isso, cria tudo em seis dias e a partir daí joga todo o trabalho para cima de seu assistente, o frustrado Sr. B. Quando os problemas começam a aparecer, sobra para ele limpar a bagunça. E o fato de Bob ter criado os humanos à sua imagem e semelhança também não ajuda. Como um planeta cheio de criaturas tão gananciosas e intolerantes pode sobreviver? Como não bastasse, Deus está obcecado por uma garota mortal: Lucy, assistente em um zoológico. E a cada encontro a Terra é afetada pelos sentimentos de seu criador. Dominado por desejos intensos, Bob começa a causar verdadeiras catástrofes em seu planeta. Desesperado, conseguirá o Sr. B. salvar a Terra de seu próprio Deus?

 O que chamou a minha atenção nesse livro foi a capa, achei ela tão fofinha que logo quis o livro, mas comecei a leitura sem saber praticamente nada sobre o livro e por isso o livro me fez rir bastante. 


 A sinopse resume bem a história do livro, basicamente iremos acompanhar a vida de um Deus adolescente, preguiçoso e egoísta que não dá a mínima para seu mundo, tanto que o criou em apenas alguns dias para que pudesse descansar e depois disso não pensou nas consequências de suas criações.
 Bob não se dá bem com praticamente ninguém, porque é um garoto bem chato, mas se apaixona por Lucy e acredita que dessa vez é verdadeiro, então ele tentará de tudo para conquistar a garota, mas acontece que ele perde o interesse rápido e ele é um deus, não um mortal.
 Como está apaixonado a única coisa que importa para Bob é Lucy, então se o mundo estiver acabando ele não vai se importar nenhum pouquinho, pois o seu plano é conseguir conquistar definitivamente a sua amada, com isso vamos acompanhar as confusões no mundo e nos sentimentos de Bob e Lucy.

"Os homens eram horríveis, ela pensou. Excitados em um minuto, frios no minuto seguinte. Como podiam querer que uma pessoa normal acompanhasse todas as reviravoltas..."

 Bob é um adolescente como todo outro, ele é muito confuso e seus hormônios estão a flor da pele, se apaixona facilmente e acha que se não der certo será o fim do mundo. E como a maioria dos adolescentes ele acha que o sofrimento dele é maior que o de todas as outras pessoas e é bem egoísta quando se trata de ajudar os outros, porque ele já tem que enfrentar seus próprios problemas e isso já basta. Mas apesar dele ser bem egoísta, ele é cativante, pois suas atitudes são engraçadas, suas inseguranças são normais para a idade e por isso ele representa bem um adolescente.
 Lucy é uma garota linda que atrai os olhares de todos os caras, mas que quer ter um relacionamento romântico e verdadeiro, onde o seu parceiro a ame pelo o que ela é por dentro e não pela sua aparência, mas isso é tão difícil que ela chega a pensar que nunca irá encontrar alguém e para ajudar a sua mãe vive pressionando ela. E por isso que ela é cativante, porque de certa forma toda garota quer a mesma coisa que ela: encontrar o amor verdadeiro.
 E temos o Sr. B, o ajudante de Bob, ele é quem tenta colocar ordem depois das confusões que Deus faz, mas ele não está feliz assim, porque Bob não se importa com o mundo, ele é egoísta e muito rude, não merece ser Deus.
 Além deles temos outros personagens cativantes, como Eck, um animalzinho estranho que pertence ao Bob e sempre está ao lado de Deus, mas que é largado de lado quando as coisas complicam para ele. 


 Quem é religioso pode acabar não gostando nada desse livro, na verdade pode acabar vendo o livro como uma brincadeira de mal gosto com a imagem de Deus, por isso eu não recomendaria esse livro para essas pessoas.
 Agora para quem não é muito religioso esse livro pode ser bem divertido e interessante, porque é bacana imaginar Deus como um adolescente e ver as catástrofes do mundo como consequências dele não saber lidar com seus sentimentos.
 Vale lembrar que é um livro bem humorado e por tratar sobre religião pode vir a ser bem polêmico, porque nele os personagens questionam a existência de Deus e a fé, sem contar que o Deus do livro é nada mais do que um adolescente bobo, por isso as pessoas devem ter a mente aberta quando forem ler o livro ou sobre ele, caso contrário fica complicado.

"Nós seguimos em frente porque não temos escolhas."

 O romance de Bob com Lucy acontece de forma bem rápida, ele bateu os olhos nela e se apaixonou, então tomou coragem e foi atrás dela para conquistá-la, e embora eu não goste de romances rápidos, eu gostei desse, porque Bob foi um cara com bastante atitude e Lucy se apaixonou por ele por causa dele ser um deus (mesmo não sabendo disso) então dá para entender o encanto dela.
 E mesmo o livro abordando bastante o romance dos dois, esse não é o foco, pois o livro vem mesmo é abordar a questão de Deus e seu papel no mundo, por isso acompanhamos todas as confusões de modo bem divertido e descontraído, e no final somos agraciados com um desfecho muito engraçado e que fecha bem a história.


 É um livro com uma leitura extremamente fácil e fluida, as páginas passam sem nem o leitor perceber e para facilitar mais ainda a leitura os capítulos são curtinhos, o que acredito que ajuda para que a história flua mais fácil ainda.
 A diagramação está bem simples, não há nenhum detalhe nas trocas de capítulos e nem na paginação, mas está bem agradável, o tamanho da fonte está ótimo e as folhas são amareladas.
 A capa do livro está muito bonita, sempre que pensamos em Deus lembramos do céu, então representa bem a história, embora no livro Deus more na terra como um ser humano, além disso a paisagem está simplesmente linda e esses corações enfeitaram a capa muito bem.

"Ela nem parecia ter escolha; ele precisava dela e portanto ela também precisava dele. Era aterrorizante e revigorante ao mesmo tempo, como surfar a crista de uma onda gigantesca."


 "No início não havia Bob" é um livro bem descontraído e diferente do que estamos acostumados a ler, ele fala sobre Deus, mas não é um livro religioso e embora pareça ser uma história meio doida, é uma história bem bonita e que no fim traz ainda alguns ensinamentos para o leitor.
 Enfim, eu recomendo a leitura desse livro para quem gosta de algo mais descontraído e leve, caso você seja muito religioso eu recomendo não ler o livro, pois como falei ele terá grande chance de não te agradar.

(livro recebido de parceria com a editora)

Deixe um comentário:

  1. Eu adorei o enredo, diferente e com uma construção inteligente. eu leria com todo prazer, não acredito em deus, nem sou religiosa, mas tenho amigas que são e que também leria, inclusive estou mandando o link da resenha para elas nesse momento, muito bom! curti muito Bob e a metáfora contida nisso, lógico que não sei com propriedade, digo isso por sua resenha :D

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  2. Eu ameeeei ! Já quero comprar esse livro!
    Parabéns pela resenha, com certeza me ajudou muito com as ideias! Beeijok's

    http://dicasparadiva.blogspot.com.br/

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  3. O livro parece mesmo interessante e tem uma proposta bem curiosa. Apesar de ter nascido em uma família bem religiosa, não possuo religião e nem sei direito se creio em Deus de vez em quando, o que nem sempre é bem visto pelos meus parentes, mas por outro lado não terei problemas com este livro. Acredito que será uma leitura prazerosa.
    Abraços

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  4. Não é um livro que tenha me chamado atenção, mas não vou descartar a leitura. Não tenho problemas em relação a religião, mas sei que tem gente que não separa muito bem isso.
    Bjs, Rose.

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  5. Lari lindinha essa premissa de ter Deus adolescente já me causa arrepios e crises de risos ao saber que ele criou o mundo em poucos dias para descansar kkkkk, imagina quais as prioridades dele ? rsss Gostei dessa temática diferente , dica mais que anotada. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  6. Sou evangélica, tão usando bastante o nome de Deus em livros ultimamente. A ideia do livro é divertida, mas não sei se bem feita. Talvez eu leia no futuro.
    Www.belapsicose.com

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  7. A ideia é criativa e original, mas não leria, não faz meu estilo.
    Bjs, Isabella
    http://pausaparaconversa.blogspot.com.br/

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  8. Primeiramente, a história tem um tema um tanto quanto diferente. Acho que leria por que achei interessante e diferente. E concordo com você a capa é mesmo uma graça.
    Bjs
    www.notinhasderodape.com.br

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  9. Oi, Larissa! Achei a premissa do livro interessante, mas não sei se eu leria. A história não chamou tanto a minha atenção. Acho que é um livro que não acrescenta muita coisa, o que não estou buscando no momento. Ainda assim, achei legal o fato de Deus ser colocado como um adolescente. É uma boa maneira de dialogar com esse público. Talvez, mais pra frente, eu dê uma chance. Beijos!

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  10. Oi Lari... minha linda!!!
    O livro parece ser bem interessante ao seu modo, não o conhecia, mas sinceramente ele não me despertou aquela vontade em lê-lo, então eu acho que vou deixar passar dessa vez.

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

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  11. Oie, tudo bom?
    Nossa, esse livro é diferente de tudo que imaginei. Achei o conteúdo criativo e curioso, mas concordo que o público precisa ter a mente aberta com ele. Não é o tipo de história que agrada todo mundo, mas gostei da premissa.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  12. Oi, Larissa! Eu diria algo diferente de você: Não acho que todos os religiosos vão se incomodar com a ideia desse livro, mas somente os que são cabeça-dura mesmo. Aí está uma obra que me pareceu ser extremamente bem-humorada, com uma capacidade muito boa de desconstruir tabus e reforçar ideias de amor, compreensão, etc.
    Fiquei curiosa para ler o livro e vou procurá-lo neste final de semana!
    Um abraço,
    www.literasutra.com

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  13. Eu não conhecia o livro, mas adorei! Sério, você disse que o livro te fez rir bastante, e eu já meio que quero ele hahahha
    Vou anotar a dica, quem sabe eu não tenha a oportunidade de lê-lo em algum momento?
    bjs!

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