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In my little corner: Lorena Passos



 Oi, Pessoal! O post de hoje será da coluna In my little corner e a convidada dessa vez é a Lorena passos, autora do livro Depois do Paraíso, livro ao qual já tem resenha aqui no blog, para ver é só clicar aqui.

Mineira de Governador Valadares; descobriu muito cedo o gosto pelos livros, mas foi no ensino médio que seu interesse pela literatura tornou-se verdadeiramente uma paixão. Lorena Passos acredita na escrita como umas das mais plenas formas de expressão; um meio pelo qual é possível expor, unir e transformar.É apaixonada por séries; não vive sem música e ama chocolate.Aos 24 anos decidiu publicar seu primeiro romance, - Depois do Paraíso- Um romance cuja mensagem principal busca confrontar nossos traumas e habilidades, trazendo uma história de superação que certamente nos fará refletir.

1- Como e quando foi que você decidiu que queria ser escritora?
Me tornar escritora não foi exatamente uma decisão, simplesmente aconteceu.
Desde cedo eu gostava de escrever, comecei com poemas, escrevi centenas deles, sempre gostei muito de observar as coisas, e é impressionante como detalhes podem render histórias incríveis, mesmo.
Depois de um tempo decidi arriscar e escrever um romance; escrevi o que chamo de livro de ‘teste’, uma história de aproximadamente 250 páginas, só pra exercitar esse lado; foi então que descobri que realmente gostava disso.
Escrevi ainda outro romance ambientado na pérsia antiga; ainda não publicado.
Tempos depois comecei a escrever o livro - Depois do Paraíso- no início de 2012, se não me engano.
Sempre gostei de ler e quando estava no ensino médio comecei a frequentar bastante a biblioteca da minha escola; o que de certa forma, me deu uma base do que eu deveria e do que eu não deveria fazer.
Li vários estilos e até pude ter sido influencia por alguns deles, mas, sempre procurei manter meu próprio estilo, confesso... Eu adoro um drama, sempre curti romance, embora pretenda escrever outros gêneros futuramente; mas, algo que realmente será uma marca em todas as minhas obras, é o toque poético e dinâmico ao mesmo tempo.
Pra mim, romance e poesia não caminham separados; talvez por ter começado através dela, seja ainda algo muito forte em mim.

2- Infelizmente os autores nacionais sentem uma grande dificuldade em publicar um livro, como foi para você publicar Depois do Paraíso?
Bom; creio que apesar de ter publicado meu primeiro romance, a luta apenas começou.
Como todo autor iniciante, durante algum tempo tentei várias editoras, muitas de renome inclusive; no entanto, não é algo fácil de conseguir.
Busquei inclusive algumas editoras (prestadoras de serviço), as quais abriram suas portas para novos talentos, e tive meu original aprovados por algumas delas, porém, o valor a ser pago foi algo que me impossibilitou no momento, embora eu tivesse encontrado propostas bem interessantes. (Quem sabe no futuro)
Procurei as plataformas de publicação online, melhor dizendo, sites onde eu pudesse expor o livro; mas, não cheguei a levar essa ideia adiante.
Por fim; entre uma pesquisa e outra, encontrei algumas editoras que trabalham sob demanda, entre elas a minha, com quem acabei firmando um contrato.
Era minha melhor opção e me pareceu uma boa ideia; na verdade, enxerguei isso como uma porta de entrada. 
Como não se trata de uma editora convencional, os custos são reduzidos ao máximo e alguns serviços extras precisam ser contratados à parte, eles fazem basicamente o essencial, tipo, diagramar, distribuir e etc...
Certamente o livro terá outras edições, com capas bem mais atrativas inclusive (o que também é um desejo meu) Enfim; toda essa dificuldade do início será muito útil, tudo que pude aprender e observar sobre as várias nuances do mercado editorial com certeza me tornaram mais prudente e criteriosa, para os próximos desafios.

3- Qual foi sua inspiração para escrever o livro?
Bom; essa é uma pergunta interessante, sempre li muito, e as histórias que sempre me atraíram foram aquelas que procuravam passar algum tipo de mensagem, alguma que pudéssemos levar pra vida, que fizesse refletir.
Esse livro, em especial, é algo interessante, pois ele é na verdade, a união de duas histórias; foi o casamento perfeito de duas ideias que já estavam me ‘perturbando’ há algum tempo, a forma como consegui encaixá-las me deixou surpresa.
Estaria mentindo se dissesse que não me inspirei em nada ou em ninguém; pois eu realmente preciso disso ‘inspiração’; o que pra mim é basicamente mergulhar em algum tipo de sentimento profundo por algo ou alguém; e transmitir o que você sente de maneira que quem leia sinta o que você sentiu, embora isso soe meio utópico. Rs
Minha inspiração surgiu basicamente de um forte sentimento de indignação que brotou dentro de mim quando soube da morte de uma pessoa que, a meu ver, nos deixou muito cedo e de uma maneira muito ingrata.
A história em sí não foi baseada na vida da pessoa, até porque existem muitas diferenças; no entanto, o tal sentimento de indignação acabou se tornando a minha maior motivação, realmente eu posso encarar esse livro como minha homenagem particular e silenciosa.
Talvez, eu tenha tentado transmitir essa indignação; mostrar como a vida pode ser traiçoeira e ao mesmo tempo incrível, cheia de coisas que nos fazem permanecer de pé, mesmo quando o impulso é cair.

4- Ian foi um personagem que me conquistou bastante, o achei um príncipe encantado, assim como Brad, então gostaria de saber se você se inspirou em alguém para fazer esse dois personagens?
(suspiros) Tudo bem, eu confesso... Eu sofro dessa maldição, é algo quase inconsciente; eu estudo o personagem, visualizo a função dele na história e a descrição simplesmente flui, não procuro construir personagens perfeitos, embora aconteça por várias razões.
Uma das minhas preocupações é também manter os aspectos cabíveis de qualquer ser humano normal e passível de erros, pra não fantasiar demais e sair objetivo que é criar uma identificação com o leitor.
Bom; como citei na pergunta anterior, Brad foi sim inspirado em alguém muito especial e que nos deixou muito cedo, um ser humano feliz e inspirador, alguém que certamente teria um futuro incrível, não fossem as reviravoltas da vida.
Ian; é o tipo de personagem que daria um livro à parte (daí a história da tal junção de ideias) Eu vinha trabalhando esse personagem há muito tempo na minha cabeça, não sei se me inspirei em alguém para cria-lo. Acho que quis criar um personagem que passasse uma mensagem forte; que ensinasse algo sobre amor, amizade e lealdade.
Quis que Ian retratasse sim, um homem com princípios, que se sacrifica pelo outro, pela família, que abre mão dos seus desejos em nome da razão e que ao mesmo tempo busca seus objetivos, aonde quer que eles estejam.

5- Qual seu gênero literário favorito e os autores em que se inspira?
Eu sou fascinada por romances dramáticos; mas, leio qualquer coisa e qualquer gênero que me chame à atenção; tanto que procurei colocar na história um pouco de tudo, suspense, mistério e uma pitadinha de ação pra não ficar algo linear, embora eu tenha seguido minha proposta inicial que era o romance.
O primeiro romance que li foi ‘Amor de Perdição’ de Camilo Castelo Branco; uma obra que certamente foi muito importante pra mim.
Emily Brontë, com o ‘Morro dos Ventos Uivantes’ e Margaret Mitchell, com ‘E o vento levou’, também são obras inesquecíveis pra mim.
Mas; não posso deixar de citar meus queridos romances de banca... Inesquecíveis!

6- Olhando seu livro agora, você gostaria de mudar alguma coisa nele?
Não; se tratando da história em si, eu não mudaria nada; creio que ela saiu da maneira que eu imaginei e passou a mensagem proposta.
Quanto as possíveis criticas; sou muito tranquila quanto a isso.
Não se pode agradar a todo mundo e penso que esse não pode ser o objetivo de um escritor, até porque considero essa atitude o primeiro passo para o fracasso. Cada livro atrai um tipo de público específico, cada qual na sua proposta.
O Escritor precisa dar o seu melhor e passar sua mensagem; se ele fica pensando muito no que um e outro gostaria; o livro simplesmente não sai como deveria ou poderia.
O livro em si é uma emoção presa dentro do autor e ela precisa sair; e ela sai conforme a necessidade de quem escreve; muitos vão se identificar com aquilo e outros não... É normal.
Talvez eu mudasse a capa; porém, isso certamente será revisto na 2° edição; mas, não há previsão ainda, poderá acontecer através desta mesma editora, ou de outra, futuramente. 
Quanto à revisão, ela não saiu da maneira ideal na primeira tiragem; mas, uma nova diagramação foi solicitada e por sorte recebi o novo arquivo para aprovação bem rápido, então os tais ‘errinhos de revisão’, já foram corrigidos. 

7- Para quem pensa em se tornar um escritor, qual sua dica?
Ler muito e escrever bastante são coisas fundamentais; mas, eu vou um pouco além, penso que um escritor é; sobretudo um grande observador, de detalhes, de atitudes, da natureza...
Tenho outros livros não publicados, que pretendo publicar num futuro próximo; porém, desde o início dessa batalha busco ter persistência; cautela e paciência que são outros fatores de grande importância.
Procure editoras que estão abertas aos novos autores e analise todas as propostas com calma.
Siga sua inspiração, mergulhe no seu coração e na sua alma, e só publique alguma coisa quando estiver preparado para as criticas, não tente defender seu trabalho, se for bom, ele fará isso sozinho... E não escreva pra ficar rico... Não escreva por ambição, escreva por amor.
Se estiver no seu destino, vai dar tudo certo, apesar de tudo!

Ping-Pong: 
Um livro:  Amor de Perdição / Camilo Castelo Branco
Um autor: Ken Follet
Um personagem: Klaus - TO
Uma música: Happiness - Grant Lee Buffalo
Uma mania: Ouvir música o tempo todo
Um quote: "Por pior que seja a noite... Amanhã é outro dia." - E o vento levou

 Espero que vocês tenham gostado da entrevista de hoje, eu sempre adoro fazer posts para essa coluna, pois eles me dão a oportunidade de conhecer melhor o autor parceiro do blog e fazer com que vocês também o conheçam melhor. Por fim, agradeço imensamente a Lorena por ter aceito a parceria comigo e ser sempre tão atenciosa.


Beijos da Larii

Deixe um comentário:

  1. Gostei da preocupação dela em construir personagens críveis, reais, não totalmente perfeitos. Se não somos assim de verdade, por que o personagem seria?
    Não conhecia a autora, depois vou ver a sua resenha.
    Beijinhos!
    Giulia - Prazer, me chamo Livro

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  2. Olá,

    Adorei a entrevista, é sempre bom conhecer um pouco mais sobre os autores.

    Beijos.

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  3. Oi! Não conhecia a autora, legal logo ter esse primeiro contato através da entrevista. Ela me passou a impressão de ser muito sensata profissionalmente e com certeza vai longe com seu talento.
    Beijos.

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  4. Gente, a história desses escritores assim, tão jovens, só me deixam com uma vontade muito grande de escrever um livro também! A imaginação é tão fértil, só falta mesmo passar pra escrita! Espero ainda. Não conhecia a autora, mas é bem persistente! Beijos <3

    www.adolescentedefases.com

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  5. Larissa,
    Entrevistas são sempre bem vindas por nos fazerem conhecer um pouco mais de cada autor, seu mundo e como o criou.
    Eu não conhecia a autora ou sua obra, vou ler sua resenha para poder ter uma opinião melhor que somente pela sinopse.
    UAU adorei o que ela falou sobre agradar a todo mundo. Realmente essa busca pela perfeição é o primeiro dos passos em direção ao fracasso. adorei!
    Beijos
    Chrys Audi
    Blog Todas as coisas do meu mundo

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  6. Gostei da entrevista, acho interessante conhecer como funciona o processo criativo do autor, onde se inspira, as dificuldades que encontra para divulgar e sobretudo, ter conseguido, ter dado certo! Minha parte preferida sempre é o ping-pong!
    Beijos
    Blog: Porão da Liesel
    Página no Facebook

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  7. Gosto muito de entrevistas e essa ficou excelente!
    http://toobege.blogspot.com.br/

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  8. Oii,
    Não conhecia a autora e achei ela muito legal e atenciosa nas suas respostas! Ela ressaltou de modo bem maduro e consciente, depois que o autor iniciante publica seu primeiro livro é que os desafios começam! rs Enfim, adorei a entrevista e também adorei que ela curta o Klaus de The Originals, porque ele é foda (desculpe o termo). :P

    Abraço
    Adriano
    GeraçãoLeitura.com

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  9. Não conhecia a autora , adorei a entrevista , a forma como o livro foi sendo escrito sem a pretensão de ser escritora , fluiu a inspiração. Vou pesquisar mais sobre suas obras . Uma pena que os autores tenham tantas dificuldades com as editoras. Poderiamos ter muito mais livros nacionais lançados. beijos

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  10. Oi Lari
    Não conhecia a autora e nem a obra, mas adorei a entrevista e de saber mais sobre ela, de como foi o processo do livro. Ainda bem que o livro teve uma nova tiragem e os erros de revisão foram corrigidos, adorei a autora.. ela me pareceu ser muito simpática, legal e fofa.

    Beijos,
    www.leitorasempre.com

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  11. Adorei. é uma ótima oportunidade para conhecermos novos autores...

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  12. Adorei o blog e a ideia! Amo livros, ja to seguindo aqui! Beijossss
    http://sleek-poison.blogspot.com.br/

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  13. Fiquei bem curiosa para conhecer esse Ian! Adorei a entrevista, a autora bem simpática e muito bem eloquente! Adorei também o ping pong!
    Beijos
    Paulinha Juliana
    http://overdoselite.blogspot.com.br/

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  14. Adorei a entrevista Lari!
    Acredito que a escrita é um dom que nasce com muita gente, que bom que a Lorena conseguiu identificar esse dom nela =)
    Gosto quando as histórias são criadas dessa forma fluida. O autor pensa em algo e logo tudo vai se desenrolando.. =)

    Beeijos, Dreeh.
    Blog Mais que Livros

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  15. Olá!
    Não conhecia a autora, achei a entrevista bastante interessante e vou procurar saber mais sobre o livro dela. Ver histórias assim é bom para ter inspirações e não desistir de escrever meu próprio livro!
    Beijos!

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  16. Não conhecia a autora, e achei a entrevista bem legal! Adorei saber que ela teve uma inspiração forte para escrever, que o livro foi seu jeito de fazer uma homenagem particular e silenciosa, fiquei curiosa para conhecer a história.

    Beijo!

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  17. Oi Larissa, tudo bem???
    Achei profundo isso o que ela falou, que o livro é uma emoção presa dentro autor. Eu concordo com ela, sempre acreditei que as histórias, mesmo as de ficção, nos trazem vida, a vida de quem escreve. Seu ponto de vista,suas experiências.
    O livro dela deve ser muito bem.
    Gostei muito da entrevista.
    Sucesso para a autora.
    beijinhos.
    cila.
    http://cantinhoparaleitura.blogspot.com.br/

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  18. Oi,
    Ainda não conhecia a autora e gostei muito da entrevista, fiquei interessada em conhecer um pouco mais Ian, depois vou conferi sua resenha.
    O mercado realmente é dificil para os talentos nacionais, mas nunca se deve desistir, acredito que em breve publique o outro livro também.
    Beijos Mari - Stories And Advice

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  19. Adoro entrevistas com autores, é muito legal saber suas inspirações e tudo mais, e essa não foi diferente, não conheço o livro dela mas já fui com a cara dela, vou dar uma pesquisada :)

    Abraços!
    http://pipocaradioativa.com.br/

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  20. Olá Larissa!
    Adorei a entrevista. Gostei muito da escritora. Ela é muito sincera quando fala e respeita as opiniões negativas e isso e bom para um escritor, mostra que ele é bem amadurecido. Não conhecia o livro dela. Vou procurar saber mais.
    Beijinhos!
    http://eraumavezolivro.blogspot.com.br/

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  21. Oi Lari,

    Não conhecia o livro nem a autora, eu adoro entrevistas para poder conhecer um pouco mais de nossos autores nacionais.
    Adorei ela dizer que se descobriu escritora depois de escrever um livro-teste de 250 páginas.

    Beijos,

    Priscila Yume
    http://yumeeoslivros.blogspot.com.br/

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  22. ACho tão triste a dificuldade que a maioria dos nossos autores tem para encontrar uma boa editora. Nossas joias tem tanto coisa para nos mostrar, tem tanto para nos ensinar :'(
    Amei conhecer mais sobre a Lorena Passos. Obrigada por nos dar a oportunidade.

    Beijoooos!
    Vivendo em Livros

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  23. Adorei a entrevista, eu que não sou do mundo dos "livros" fiquei encantada com a franqueza e clareza da imagem que a Lorena passa!
    Muito sucesso pra ela :)

    Beijos, Beijos,

    Lis
    http://www.elisangelasilva.com.br/

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  24. Oi!
    Adorei a entrevista e concordo que romance e poesia caminham juntos :)
    Por outro lado, eu já não gosto de O Morro dos Ventos Uivantes, abandonei a leitura porque não gostei rs
    Não conhecia a autora nem sua obra, mas fiquei curiosa depois da entrevista.

    Beijos
    Rayssa
    http://diariosdleitura.blogspot.com.br/

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